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16 de mar. de 2015

A minha gestação e o meu parto humanizado na água


Além de um blog sobre reforma, decoração e lifestyle, vocês sabem que o Dicas também é um cantinho pra que eu compartilhe alguns assuntos pessoais. Como consigo alcançar bastante gente, peço licença pra dividir com vocês o meu relato de parto. Ele ficou um pouquinho extenso, porque está bem rico em detalhes e também quero guardar para ler depois. Se este assunto não te interessa, é só não ler e aguardar as cenas dos próximos capítulos. Se te interessa, pega um cafézinho e vem comigo! =D

Com este relato eu não quero polemizar e nem impor nenhum tipo de parto para ninguém. Muito menos ofender as mamães que escolheram ou precisaram ter os seus filhos por cesárea. A minha intenção é apenas compartilhar o meu ponto de vista e as minhas experiências relacionadas ao nascimento da minha primeira filha.

Já começo dizendo que você pode ler muitos relatos de parto, pesquisar, imaginar e fantasiar como será o grande momento. Mas acredite, você não terá se preparado nem 10% para esta experiência tão intensa e mágica.

O meu nome é Fabiana, tenho 27 anos e fui tentante por 3 anos. Tive problemas com a obesidade, ovários policísticos, útero retrovertido e ainda passei por duas histerossalpingografias bem doloridas. Recebi um falso diagnóstico de entupimento das trompas e quando pensamos em fertilização e até adoção, graças a Deus engravidei naturalmente.

A gestação


Estou casada oficialmente fazem 3 anos e o meu marido Rodrigo é a minha fortaleza. Esteve ao meu lado em todos os momentos e testes negativos, e foi incrivelmente parceiro durante toda a minha gestação.

Tive um pequeno sangramento nas primeiras semanas e o medo de que a gravidez não evoluísse me fez ir atrás de informação. Não sei em qual momento cheguei a procurar e entender sobre os tipos de parto e as reais indicações para uma cesárea, mas quando assisti ao documentário “O Renascimento do Parto” com o meu marido, decidimos na hora que respeitaríamos ao máximo o nascimento da nossa filha (sim, já sabíamos o sexo desde as 9 semanas, através do exame de sexagem fetal).

Apresentei as minhas intenções ao obstetra que me acompanhava desde a adolescência e ele veio com um papo estranho, criticando o parto normal. Percebi que se continuasse com ele, cairia em uma “desnecesárea”. Ouvi dele que o bebê de parto normal nasce molinho, recebe baixas notas de APGAR e que ele fazia episiotomia (corte no períneo para facilitar a saída do bebê) de rotina. Ou seja, ele faria de tudo para me fazer acreditar que precisava de uma cesárea ainda com poucas semanas de gestação.

Comecei então, a busca por um obstetra que atendesse o meu convênio e respeitasse a minha vontade de ter um parto natural, com o mínimo de intervenções, e que tivesse também o bom senso de me indicar uma cesárea caso eu realmente precisasse dela. Ah, como se não bastasse, a minha DPP (Data Provável de Parto) era no dia 23/12, ou seja, o médico precisaria estar disponível durante as festas de final de ano. Ufa!

Entrei em diversos fóruns, em busca de indicações e depois de passar em 2 obstetras, encontrei o Dr. Alberto Jorge de Sousa Guimarães e a equipe do programa Parto Sem Medo. Com eles eu tive todo o apoio para conseguir o meu parto humanizado. A partir daí, passamos em consultas de pré-natal, conversamos com as doulas e a obstetriz e participamos de palestras e encontros. Apenas as consultas estavam cobertas pelo meu convênio, mas mesmo assim, achamos que valia a pena pagar pelo parto e pedir um reembolso depois. 

Quando estava de aproximadamente 18 semanas, passei por um susto daqueles. Tive uma crise renal e precisei ficar internada. Os médicos não conseguiram ver a pedrinha nos exames, mas como eu já tinha passado por isso antes, tinha certeza que era uma das grandes. Fiquei em observação e caso não expelisse a suposta pedra, teriam que removê-la cirurgicamente. Os remédios para a dor não estavam mais fazendo tanto efeito e como eu estava grávida, não podia tomar qualquer coisa. Me desesperei, mas depois de 3 dias de sofrimento, graças a Deus e aos montes de água que tomei, coloquei a pedrinha pra fora. Que alívio!

O restante da gestação passou sem grandes complicações. Completei 34 semanas, comecei a fazer massagens no períneo e também a usar o Epi-No. Tudo para reduzir os riscos de ter grandes lacerações ou precisar da episiotomia.

Durante toda a gestação, eu e o meu marido fizemos de tudo para que a nossa filha se desenvolvesse bem intra-útero (tive muitas preocupações por ter feito a redução de estômago e não absorver nutrientes tão bem) e para que o parto fosse um sucesso. Então, apesar do medo do desconhecido, a gente tinha muita confiança de que daria certo, e estávamos finalmente preparados.


Bom, durante as conversas com o Dr. Alberto, descobrimos que além de um obstetra humanizado, que respeitasse o meu parto, a gente precisaria também de uma pediatra que respeitasse a minha filha. Isso porque normalmente os plantonistas da maternidade obedecem a protocolos e rotinas invasivas que muitas vezes são desnecessárias para alguns bebês. Nem todos precisam ser aspirados ou receber o colírio de nitrato de prata. As vacinas podem esperar (dizem que a dor nas primeiras horas de vida é mil vezes maior) e a vitamina K pode ser dada via oral. Ah, e o “espetáculo do primeiro banho” dado logo que o bebê nasce, pode ser adiado para o dia seguinte, para que a própria pele absorva o vernix e os seus benefícios.  Além disso, o cordão umbilical deve parar de pulsar antes de ser cortado e o bebê deve ficar com a mãe e ser incentivado a mamar logo nos primeiros minutos. É muita informação e eu recomendo para quem tiver interesse no assunto, que busque profissionais e sites ou livros especializados.

Finalmente montamos a nossa equipe: Dr. Alberto, doula e obstetriz do Parto Sem Medo e a pediatra Dra. Ana Elisa Tellian. A maternidade escolhida foi o Hospital São Luiz, unidade Itaim, que tem uma ótima infra para o parto humanizado, com salas delivery com banheira e banqueta.

O grande momento

Lá estava eu, na minha “espera mágica”, curtindo as últimas semanas e quando cheguei na 39ª semana e 2 dias, na madrugada do dia 18/12, percebi que o meu tampão mucoso havia saído. Como estava sonada, voltei a dormir e nem dei atenção, mas lembro que senti cólicas e um leve desconforto aquela noite. Perder o tampão não significa estar em trabalho de parto, então, vida que segue. Marido foi trabalhar e fui para a aula de pilates. No caminho eu comentei com o marido "Dia 18 é um belo dia para nascer. É par!" a gente riu e nem fazíamos ideia do que vinha pela frente. Chegando lá não consegui fazer todos os exercícios, mas fiquei até o final. Na volta, que são 10 minutos de caminhada aqui do apê, a coisa apertou. Senti dor de barriga e a cólica que era só um desconforto aumentou bastante. Foi aí que percebi que eram as tais contrações.  Elas ainda eram bem irregulares e eu não conseguia nem marcar os intervalos. Até que já não tinha mais posição, não sabia se ficava sentada, deitada ou de pé. Evacuei várias vezes e me dei conta que o meu corpo estava se preparando intensamente para o grande momento. 

Eram 11:00hs e eu tive certeza que estava em trabalho de parto. Resolvi avisar a doula e o meu marido já estava sabendo de tudo por WhatsApp. Eu estava sozinha em casa, fiz um chá de camomila e precisava me alimentar para ter energia. Como não tinha nada pronto para comer, entre as contrações eu consegui fazer a Sopa Fortificante do Xuê, indicada pela minha doula. Comi e comecei a entrar na partolândia, ficando sem noção de tempo e espaço. Me dei conta que a minha mala e a do marido não estavam 100% prontas e entre as dores, fui completando o que faltava. Preparei a câmera, limpei o cartão de memória e me entreguei, não conseguia fazer mais nada. O marido chegou, eram mais ou menos 14:00hs e com a orientação da doula por telefone, fui para debaixo do chuveiro quente. Fiquei lá pouco mais de uma hora e parece que a água na barriga e nas costas, amenizava bastante as dores das contrações. Confesso que implorei por um box maior, mas mesmo assim, consegui ficar sentada em um banquinho, depois não quis mais o banco e fui para o chão, levantei e fiquei revezando as posições até que a doula Adriana chegou. Pareceu uma eternidade!

Enquanto a Adriana cuidava de mim, o marido foi remanejar os carros e preparar tudo para irmos para o hospital. A nossa vaga de garagem é presa e com a confusão para entrar com o carro da doula no condomínio, o marido demorou o que pra mim foi uma vida inteira.

Apesar de não ter conhecido a Adriana antes (eles enviam a doula que estiver mais perto), a chegada dela me deu muito alívio. Ela parecia de casa, me acalmou e ajudou bastante durante as contrações. Saí do chuveiro, ela fez massagens na minha lombar e pés, usou uma compressa quente, me orientou sobre a respiração e as vocalizações.

Meu marido voltou e começamos a falar sobre ir para o hospital. Foi aí que me deu medo, porque me dei conta que eram 17:00hs de uma quinta-feira. Será que daria tempo de chegar no hospital?! Quanto tempo mais de dor eu iria aguentar?! 

Me vesti com a ajuda da Adriana e eu acabei sendo um pouco grossa. Ela me perguntou o que eu queria fazer, na intenção de me respeitar ao máximo, e eu disse super seca: “Eu só quero ir para o hospital agora!”. Pegamos as malas, esperamos mais uma contração passar e fomos correndo para o carro. Graças a Deus eu não tive nenhuma contração durante esse percurso, porque eu não aguentava passar por elas em pé.

Saímos do condomínio e já no primeiro farol encontramos um pouco de trânsito. Era terrível ter contração com o carro em movimento, passando por curvas e buracos. Gemi, chingue e acho que até gritei algum palavrão. A doula continuou me confortando e me lembrando que era uma contração a menos e que cada uma delas me ajudava a dilatar mais. Lembro da voz dela me dizendo “Uau! Essa foi forte né?! Que delícia, deve ter dilatado bastante. Aguenta que já estamos chegando.”. 

O marido fez um caminho maluco, misturou uma rota que já tinha testado antes com as dicas de fuga da doula e do Waze. Tive medo de que a dor ficasse mais intensa do que já estava, e que a parte expulsiva do parto fosse muito pior. Senti a bebê mais baixa e percebi que ela nasceria logo. Que medo e que dor!

Finalmente chegamos no hospital e a doula me conduziu direto para a triagem. Enquanto isso, o marido ficou na recepção fazendo a minha internação. Passamos por várias gestantes dando entrada e chegando para as cesáreas agendadas. Espero não ter assustado ninguém com os meus gemidos, a feição de dor, suada, cabelo desarrumado e o vestido amassado. Eu estava completamente sem dignidade. =P

Me encaminharam para uma sala, colocaram o cardiotoco e a médica de plantão na triagem veio me examinar. Eram mais ou menos 18:00hs, eu estava com 9cm de dilatação e a bolsa íntegra. Se rompessem, a Luna nasceria. Foi um desespero e correria geral, tiraram a minha roupa, colar e brincos (nunca mais vi as minhas bijus, entregaram para o meu marido, mas sumiram com a correria) e me colocaram na maca. Enquanto isso, outra enfermeira verificou a disponibilidade da sala delivery e reservou também o elevador. Fomos correndo para a sala de parto e no caminho resgatamos o meu marido. A enfermeira gritou para que ele se apressasse e fizesse a internação depois, ou não veria a filha nascer. O único momento em que o meu marido não ficou do meu lado, foi quando precisou ir ao vestiário colocar aquela roupa especial de hospital.

Chegando na sala de parto, o plantonista Dr. Gabriel veio me examinar e eu já estava com dilatação total, só faltava a bolsa romper. A dor era insuportável e eu lembrei que li em um relato uma vez, que quando parece que não vamos aguentar mais, e que vamos desistir, é porque já estamos completamente dilatadas e o bebê está nascendo. Me apeguei a isso, e a dor das contrações foi dando lugar a uma vontade enorme de fazer força. Então, a doula foi encher a banheira.

A pediatra chegou e só faltava o meu obstetra para completar a equipe. Enquanto isso, a doula cuidou para que não interviessem de forma alguma e me respeitassem. Entrei na banheira e a dor ficou um pouco mais suportável. A água estava bem quente e a luz estava apagada. Eu tentava não fazer força, para esperar o meu médico chegar, mas era inevitável. Durante todo esse tempo, a Luna foi monitorada e eu fui confortada e encorajada pelos profissionais que estavam ali. Ai, mas que dor intensa!

Durante uma das contrações a bolsa rompeu e a vontade de fazer força aumentou mais ainda. Parecia uma vontade incontrolável de fazer o número 2. O meu médico chegou em seguida e eu fiquei super aliviada e confiante em vê-lo por ali. Apoiei firme os pés nas alças da banheira e depois de umas 3 ou 4 forças, ás 19:39hs, a Luna nasceu lindamente na água. A sensação é de que não tem mais volta, que depende apenas de você. A onda de força, instinto e coragem chega, você se empodera daquilo, supera as dores e simplesmente dá a luz. A dor passou imediatamente.

Eu não sei se foi pela adrenalina, endorfina ou sei lá o que, mas lembro da parte expulsiva do meu parto, só em preto e branco. Sentir a minha filha nascendo, com todos os meus músculos tencionados, a força descomunal, o grito de empoderamento, meu marido aos prantos no meu ombro e depois aquele bebê quentinho nos braços são sensações combinadas que criam uma experiência praticamente impossível de descrever. Só sei que senti com cada pedacinho do meu corpo. A pequenina chorou e eu a confortei com todo o amor do mundo. Foi mágico e lindo!

Me ajudaram a sair da banheira e fui para a maca. Esperamos o cordão umbilical parar de pulsar e só depois o meu marido cortou. Me aplicaram uma injeção de ocitocina na coxa, pra ajudar a estancar os sangramentos e com um pouco de ajuda do médico a placenta foi expelida. Lembro que tive medo da tal injeção e o médico disse “Você acabou de parir um bebê sem anestesia e está com medo de uma picada?” e logo depois tive medo de sentir dor ao expelir a placenta, e o médico disse “Pelo menos ela não tem ossos!”. Todos caímos na risada.


A Luna foi incentivada a mamar e já fazia os movimentos de sucção desde o momento em que foi colocada no meu peito. Quando dormiu, a pediatra a pegou gentilmente para examinar, limpar, pesar e identificar. Enquanto isso, o Dr. Alberto avaliou o meu períneo e viu que eu precisaria de um pontinho. Mas, enquanto ele preparava a agulha para a sutura, o sangramento do corte parou e ele não achou que fosse mais necessário. No fim, não levei ponto algum, que alívio!

A minha filha nasceu com 2.980kg e 48,5cm. Recebeu notas 9 e 10 de APGAR e não precisou de intervenção nenhuma, era super saudável. Ficou um tempão comigo na sala de parto e só saiu de perto de mim para passar obrigatoriamente pelo berçário central. Eu fui logo para o quarto e só tomei um analgésico leve. Não precisei ficar com acesso de medicação, soro, sonda, nem nada. Levantei logo e tomei um belo banho para esperar a minha princesa. Ficamos em alojamento conjunto e a única dificuldade maior que passamos, foi que o meu leite demorou 3 dias para descer e só o colostro não estava sustentando. Ela chorou bastante e ficamos desesperados.

Tivemos alta juntas, no dia 21/12 e só precisamos ficar 3 dias na maternidade devido ao teste do pezinho, que deve ser feito a partir das 48hs do parto. Desde então, a minha vida tem sido de aprendizado, descobertas, muita dedicação, noites sem dormir e muito muito amor incondicional.

Obrigada a minha família, ao Dr. Alberto por tornar este parto possível, a doula Adriana e a pediatra Dra. Ana Elisa, e principalmente ao meu marido que entrou nessa de cabeça e me deu forças até quando parecia que eu não ia conseguir.


Durante a minha gestação, engordei 15kg. Engravidei com 64kg, cheguei aos 79.4kg e atualmente estou nos 69kg. Não estou fazendo nenhuma dieta específica. Amamento a Luna exclusivamente no peito e isso dá muita fome e sede. Só tento evitar os alimentos que podem aumentar as cólicas e gases da moçinha.

Se falei alguma besteira técnica durante o meu relato, fiquem a vontade para me corrigir. E se tiverem mais dúvidas sobre algum assunto específico podem comentar que eu respondo assim que possível.


"Bebês nascem!" - Dr. Alberto Jorge de Sousa Guimarães


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23 de jan. de 2015

A Luna nasceu!


Olá meus amores, tudo bem? Espero que sim!

Bom, como vocês devem ter deduzido ou visto no Instagram (me segue por lá é @fabicastela), no dia 18 de dezembro a minha filhota Luna nasceu. O parto foi natural humanizado, como eu planejava e está tudo bem com ela e comigo. A verdade, é que a bichinha dá trabalho e está demandando quase 100% do meu tempo. Pra vocês terem ideia, já fez 1 mês que ela nasceu e não consegui vir aqui contar pra vocês.

Estamos nos adaptando e ela está bem chatinha com cólicas e gases. Mas jajá isso passa e devemos entrar em uma rotina melhor (onde eu possa até lavar o cabelo no banho.. rs).

Agora são 05:15h da manhã e estou aproveitando que ela está mamando, pra escrever rapidinho pelo celular e dar uma satisfação pra vocês. Espero que entendam. :)

Assim que possível volto contando sobre o parto, mostro o quartinho dela e aos poucos o blog volta ao normal.


Obrigada pela paciência, beijos! <3


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1 de out. de 2014

Estamos com a cabeça no mundo da "Luna"



Desde quando descobrimos que seria uma bebéia e não um bebê, começamos a especular os possíveis nomes para a nossa filhota. Antes disso, até pensamos em algumas opções. Mas, só depois do sexo confirmado é que a decisão começou a pesar, mesmo estando com poucas semanas de gestação (pra quem não sabe, descobrimos o sexo com apenas 9 semanas). 

Na minha opinião, o nome do bebê já deveria vir junto com o laudo do exame de ultrassom ou sexagem fetal. Imaginem só, o médico identifica o órgão sexual e também encontra uma etiqueta com o nome escrito...hahaha Porque parece automático, quando você conta pra alguém que será menina, ou menino, já querem logo saber o nome escolhido. Isso não é uma coisa ruim, até porque tudo fica mais fácil quando nomeamos e damos identidade à alguma coisa ou alguém. Mas, é um fardo para os pais determinar o nome que acompanhará um filho para o resto da vida.

Pois bem, e de onde surgiu o nosso carinho pelo nome "Luna"? 

Há alguns anos atrás, quando estávamos acampando na Juréia, chegou um casal com uma filha linda, de uns 3 aninhos, chamada Luna (lembro até do vestidinho branco que ela usava). E sempre que eles gritavam o nome dela e ela vinha correndo na grama, a gente se encantava. Parecia uma criança doce, calma e super fã da natureza. Pronto, esse nome simples e puro ficou marcado na nossa memória.

Os nossos pré requisitos eram de que o nome fosse simples, curtinho e marcante (sem falar na minha paranóia de não começar com a letra A, pra não ser a primeira da fila..rsrs). E quando eu li o significado na internet me apaixonei. Basicamente o nome vem do latim, e significa lua, deusa romana da lua ou ainda, cheia de pureza. 

Mesmo com o nome escolhido pelo coração, passamos por algumas inseguranças. Não é um nome tão comum e as vezes as pessoas reagem com uma cara estranha. No começo, quando eu falava sobre a nossa escolha, sempre acrescentava na frase um "..é um pouquinho diferente..". Mas agora, eu falo de boca cheia e com entonação. <3

Ufa! Finalmente consegui contar para vocês a nossa decisão, e agora podemos chamar a nossa princesa pelo nome também aqui no blog. =D

Se estiverem curiosos para uma definição mais completa do nome dela, podem encontrar aqui: 


Gostaram da nossa escolha?! 
Eu nem consigo imaginar outro nomezinho para ela... <3


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16 de jul. de 2014

Os desafios de "viver de internet"

Sei que o assunto de hoje foge um pouco do padrão que posto aqui, mas precisei desse espaço pra refletir um pouco em "voz alta" e dividir minhas angústias com vocês. Posso?!

Ando pensando que na luta pela sobrevivência, poder trabalhar com o que a gente ama, parece um sonho distante né?! Imagina ainda, poder fazer as suas atividades de casa, ou de qualquer lugar que tenha internet. E ainda ser reconhecido(a) e remunerado(a) por isso?! É de cair o queixo!!! Sonho de quase todos os meros mortais..

O problema é que pra cumprir o objetivo de levar conhecimento ao maior número de pessoas possível, blogueiros, youtubers e outros "geradores de conteúdo" precisam ter disciplina e comprometimento acima dos níveis normais. A internet é ingrata, e o maior desafio é conseguir manter a atualização constante e ficar longe das distrações de estar em home office. Um dia sem apresentar novidades já é o suficiente para deixar qualquer leitor fiel na mão. E não vale qualquer coisa, temos que inovar e pensar sempre na informação que o leitor gostaria (ou precisa) encontrar.

No começo um blog informal pode ser considerado um diário, e eu acho que é a partir daí que o amor por essa profissão nasce. Que é quando outras pessoas se identificam com o autor e absorvem as experiências dele para superar os próprios dilemas (e o reconhecem por isso). Mas, a partir do momento que o prazer vira também o trabalho e o "ganha pão" a coisa muda de figura. Porque a cobrança do comprometimento e dos resultados vem de dentro e acreditem: ser o chefe de nós mesmos não é nada fácil.

Ser autônoma e depender de mim mesma tem sido o meu maior desafio durante a gestação. Se eu passo mal, se eu estou indisposta ou se simplesmente empaco e não consigo pensar em nada além do que está por vir, não posso simplesmente faltar ou levar um atestado para o chefe. E é aí que me cobro, que traço metas, prometo me organizar e mais uma vez me decepciono e fico frustrada.

Ao mesmo tempo que estar em casa é um privilégio, também é um desafio cheio de distrações. Tenho que lidar com o fato de estar sozinha (isso pode ser assustador), de organizar uma rotina para cuidar da casa, da alimentação e do marido. E ao mesmo tempo, lidar com as minhas metas diárias e a minha produtividade. Preciso identificar as prioridades e aprender a fazer uma coisa por vez, sem deixar tarefas inacabadas. Ufa!

Eu sei que é transitório, que podem ser os hormônios, que preciso curtir a minha gestação e arcar com as responsabilidades da minha escolha e do meu sonho. Mas será que é só isso mesmo? Fato é que a minha cabeça está uma bagunça e venho falhando feio com vocês e com o propósito do blog. Preciso sacudir a poeira e fazer alguma coisa pra mudar essa situação, e podem ter certeza que estou me esforçando muito pra isso. Disciplina, foco, comprometimento e gestação não combinam, são praticamente opostos ao meu ver, mas eu preciso fazer com que estes itens convivam em harmonia na minha rotina. E vou conseguir!

Ah, só pra esclarecer, está tudo bem com a gestação, comigo e com a bebê também. Só tenho enfrentado sérios problemas por não ter tudo sob controle, como estou acostumada. Bate um desanimo e a vontade de baleiar no sofá e não fazer nada imperam, mas espero que consigam entender essa minha fase.


Paciência comigo, please!
Amo vocês.. <3


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27 de jun. de 2014

Relatos de Gravidez - 12ª e 13ª semana


Acho feio já começar um post com justificativas pelo sumiço. Mas, é justamente isso que eu vou fazer hoje. Está tudo bem comigo e com a bebê, e eu agradeço muito pela preocupação de quem sentiu a minha falta. Acontece que essa semana foi um pouco complicada, meu marido precisou virar a madrugada trabalhando, e eu me senti super sozinha. Acabei indo dormir na minha mãe algumas noites, fui na casa dos meus tios outro dia, e na mana também. 

Na verdade, essa deprêzinha (nada alarmante) de ficar sozinha, acabou com as minhas inspirações e eu deixei o blog juntar poeira. Só respondi comentários e não tive vontade de fazer mais nada. Mil perdões por isso, estou super frustrada por estar empacada, sem trazer conteúdo novo pra vocês e fazer o que eu tanto gosto.

Estou trabalhando nisso mentalmente, tentando sacudir a poeira e organizar as minhas idéias. Não sei se são os hormônios ou alguma outra coisa, mas prometo que jajá tudo entra nos eixos e várias novidades irão acontecer. =D

Vamos aos relatos de gravidez acumulados de duas semanas?

Sintomas

Entrei oficialmente no segundo trimestre \o/, e os sintomas mais chatos eu quase não tenho mais. Estou me alimentando bem e só enjoei uma vez, comendo pimentão cru. A azia foi embora, e me sinto um pouco mais disposta. A pressão continua baixa e tenho um pouco de falta de ar e dor de cabeça as vezes. Uma coisa que esqueci de contar, é que estou sofrendo muito com a congestão nasal. Meu nariz vive entupido, principalmente durante a noite, e na semana passada tive uma crise forte de rinite. Já me sinto melhorzinha, e haja soro fisiológico no nariz, já que não posso usar nenhum descongestionante. =( 

Meus cuidados

A única coisa que mudou, é que agora eu não tomo mais o Utrogestan. Continuo com o hidratante MaterSkin, as vitaminas e o ácido fólico.

Acompanhamento médico

Fui ao obstetra levar o resultado do utrassom morfológico de primeiro trimestre. E ele confirmou que está tudo bem com a baby. O ossinho nasal está presente, a medida da translucência nucal está dentro do normal, e o tamanho dela também está no padrão. Fui liberada para namorar (marido agradece) e praticar exercícios físicos. E ele suspendeu o uso do Utrogestan, o que me deixou um pouco com medo, já que foi esse remédio que fez com que os sangramentos parassem. Até agora está tudo certinho, e continuará assim! <3

Minhas paranóias e estado psicológico

Em relação a gestação está tudo bem! Só sinto uma angustia normal para que tudo continue correndo bem. Já em relação a todas as outras áreas da minha vida, está uma confusão só. Tenho dúvidas em relação a minha carreira, a minha rotina diária, e a possível venda do apê, mudança e construção da casa. Estou um pouco frustrada por não conseguir focar e me concentrar nas coisas, e quanto mais tento mais frustrada fico. É uma sensação maluca de que os dias estão passando e eu estou ficando para trás, como se eu depositasse uma grande expectativa em mim mesma, e me desapontasse todos os dias. Espero que isso passe logo. Sai de mim sentimento ruim e negativo! =P 

Devaneios sobre o parto

É natural: todas as mulheres tem curiosidade sobre como vamos tocar a gestação. São perguntas de como queremos o parto, onde o bebê vai nascer, o nome, palpites sobre a textura do cabelo e a cor dos olhos e da pele. Será que vai ser parecido com o pai ou com a mãe? Já me acostumei com isso, e acreditem que por enquanto só quero que ela nasça da melhor forma possível e cheia de saúde.  

E foi pensando nessa melhor forma possível para nascer, que eu e o marido assistimos ao documentário "O Renascimento do Parto". É fantástico e eu aconselho que todas as gestantes, tentantes e pais assistam. Ele fala sobre a indústria da cesárea que se formou aqui no Brasil, e em como essa cirurgia é feita rotineiramente sem a indicação real da necessidade dela. E eu e o marido concluímos que se estiver tudo bem comigo e com a bebê, queremos tudo da forma mais natural possível. Inclusive até sem anestesia e indutores. Espero que o meu médico respeite isso, e me ajude a conduzir tudo da melhor maneira, me apontando apenas os riscos reais e não inventando coisas pra agendar o parto antes da hora. Já pensei até em procurar outro médico que não seja tão a favor da cesárea, veremos..

Angel Sounds

Por último, quero falar desse aparelho fantástico! Finalmente conseguimos escutar o coraçãozinho da nossa bebê em casa, pela primeira vez. É maravilhoso e igualzinho ao som do ultrassom. Como ainda estou no começo da gestação, as vezes é difícil encontrar os batimentos, mas com paciência dá certo. A dica que eu dou, é tentar ainda em jejum, pra que o barulho do estômago e do intestino não atrapalhem. Eu não estou nada encucada, escuto umas 2x por semana, durante um ou dois minutos e já tiro. É uma delícia! Comprei o meu no Mercado Livre e custou R$139,90.


Mil desculpas pelo sumiço sem justificativa. 
Prometo colocar a cabeça em ordem e voltar com tudo!
Amo vocês.. <3


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16 de jun. de 2014

Relatos de Gravidez - 11ª semana


Olá meus amores (olha o tchauzinho da filhota aí <3)! Eu sei que esse post deveria ter saído na sexta, mas eu quis esperar fazer o ultrassom morfológico de primeiro trimestre, pra já contar tudinho pra vocês. Vamos lá?!

Sintomas

Quase não sinto mais enjôos e nem azia. Já estou me alimentando bem, e o super olfato está mais controlado. Sinto o cheiro forte de tudo, mas não me incomoda tanto. Refogar alho e cebola pra cozinhar ainda é uma tortura, mas vamos que vamos! Os sonhos estranhos ainda acontecem, e o que apareceu mais forte do que nunca, foram as dores de cabeça. Estou sentindo uma dorzinha contínua desde domingo de manhã. E estou levando até onde dá pra não tomar remédios toda hora. =S

Meus cuidados

Para o corpo eu continuo com o hidratante MaterSkin, e como todos os cremes pra gestante são caros, estou com medo de experimentar algum outro e não gostar. Acho que quando esse frasco acabar, vou comprar o mesmo. Continuo com as vitaminas, ácido fólico e Utrogestan. 

Acompanhamento médico

Vou passar com o obstetra no dia 25. E como está tudo bem com o exame que fiz, é capaz que ele suspenda o uso do Utrogestan e me libere pra fazer atividades físicas e namorar também. #oremos

Ultrassom e a nossa baby

Nesse sábado, nós fizemos o ultrassom morfológico de primeiro trimestre, que é um dos exames mais importantes durante a gravidez. Através dele da pra diagnosticar riscos maiores do bebê ter algum problema ou síndrome. É localizado o ossinho nasal, mede-se a translucência nucal (nuquinha do bebê) e verifica-se os fluxos venosos também.

Fiz no laboratório Salomão e Zoppi, com a Dra. Priscila. Eu segui a dica da minha irmã (e já tinha escutado de outras grávidas) pra comer chocolate antes do exame. Assim, a bebê ficaria agitada e daria pra ver tudo. Funcionou, ela ficou quietinha no começo do exame e deu pra medir várias vezes as partes mais importantes. E depois ela disparou a mexer e não parou mais. Está uma sapequinha e graças a Deus está tudo perfeito e dentro dos padrões. Nossa princesa está com 6cm e 62g. Ah, e eu pedi o palpite de sexo pra médica e ela explicou no exame a probabilidade de 80% de ser uma menina. E quando contei que já tinha feito a sexagem fetal, aí virou 100%. =P

Minhas paranóias e estado psicológico

Ufa! Fazer esse exame e vê-la pulando e se esticando, com o coraçãozinho a mil e todas as medidas normais realmente me aliviou bastante. As paranóias foram embora, quebramos a barreira do primeiro trimestre e agora é só seguir me alimentando bem e fazendo de tudo pra que ela se desenvolva com saúde.


Nossa bonequinha está crescendo e se desenvolvendo como deveria. =D
É muito amor.. <3


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6 de jun. de 2014

Relatos de Gravidez - 10ª semana


Essa semana foi um pouco mais tranquila que as anteriores. Como fomos viajar, eu me distraí um pouco e só tive alguns episódios de mal estar. Tenho percebido que aos poucos os sintomas estão ficando menos intensos, ou estou sabendo lidar melhor com eles.  

Sintomas

A maioria dos sintomas que eu relatei na semana passada ainda permanecem. O "faro de grávida" continua acentuadíssimo, o que me faz enjoar de certas coisas. Na viagem, sofri durante um jantar porque além do cheiro da comida, tive que lidar com duas mulheres que sentaram ao lado com um perfume super doce. A pressão permanece baixa e sinto dores de cabeça também. A azia infelizmente também continua e a sensação de queimação dura quase o dia todo. Ainda não consigo cozinhar e a alimentação está precária.

Ah, uma coisa curiosa e que eu não sabia que era sintoma, é que ando sonhando com coisas estranhas. Fantasias, bichos míticos, pessoas que só vi uma vez ou não vejo há anos, famosos, e mais um bocado de sonhos sem sentido. Pesquisei e descobri que é culpa da progesterona. Vai entender né?!

Meus cuidados

Os cuidados também não mudaram. Estou hidratando a pele com MaterSkin e Bio Oil, tomando as mesmas vitaminas e o Utrogestan também.

Acompanhamento médico

Fui ao gineco, levei todos os exames e está tudo certo. Ele me recomendou tomar a vacina para gripe, que eu já tomei essa semana, e pediu o primeiro ultrassom morfológico também. Ele quer que eu faça esse exame com 12 semanas, e já marquei para o dia 14/06. Se estiver tudo bem com a baby e comigo, poderei suspender o uso do Utrogestan, fazer exercícios leves e namorar também. Infelizmente, descobri que pra fazer o meu parto, ele irá cobrar um complemento além do que o convênio irá pagar para ele. E se eu optar pelo hospital São Luiz, o anestesista também será a parte. 

A nutricionista me pesou e acabei emagrecendo mais um pouco. O que é normal para as pacientes que passaram pela cirurgia que eu fiz. Estou com 63,7kg e a medida da barriguinha começou a aumentar. Já da pra começar a ver pela foto né? Quando chega no final do dia, está ainda maior. =D Preciso forçar uma alimentação melhor, mais nutritiva e beber mais água.

Minhas paranóias e estado psicológico

Bom, no geral estou bem mais tranquila e menos paranóica. Ainda não consegui ouvir o coraçãozinho da bebéia em casa, mas creio que tudo estará bem no ultrassom. Mesmo estando mais sossegada, o medo de um aborto, síndrome ou problema com ela ainda é grande. Todos os dias penso nisso, mas tento não me impressionar com o que leio e escuto por aí. Estou dando o meu melhor por ela, e papai do céu sabe o que faz. Ah, também já me peguei super assustada com a idéia de ser mãe. OMG! Vocês tem noção?! Serei mãe! =O

Bom, acho que é isso. Nossa lindinha está crescendo, minha barriguinha está começando a aparecer e no geral estou me sentindo melhor. Não vejo a hora de fazer esse ultrassom morfológico pra tirar mais algumas nuvens negras da minha cabeça, e entrar no segundo trimestre também. Dizem que tudo melhora né?! 


Obrigada pelo apoio e por toda a paciência.
Vocês são fantásticas(os)! <3


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28 de mai. de 2014

Relatos de Gravidez - 8ª e 9ª semana (e surpresinha)


Sexta passada eu deveria ter atualizado a categoria Gravidez do blog. Mas, não teve jeito. Mesmo com várias novidades, não consegui postar. E pra não acumular muita informação, e deixar esse post só para o final da semana, resolvi falar sobre o assunto hoje. =D

Contagem das semanas

Bom, só para esclarecer, na terça passada eu fiz um ultrassom que confirmou que eu estava de 9 semanas e não 8 como as minhas contas pelo primeiro ultrassom estavam dando. Agora sim a conta do exame bateu com a DUM que é a data da minha última menstruação. E ontem, entrei na 10ª semana (tenho consulta hoje e espero que o médico confirme tudo isso..rs).

Sintomas

Os principais sintomas que notei nessas semanas, foram: enjôos, náuseas e a pressão muito baixa (em torno de 8 por 4). Eu fiquei praticamente zumbizando pela casa, sem conseguir cozinhar e nem comer. Enjoei de todos os tipos de cheiro, desde alimentos a produtos de limpeza. E com a pressão tão baixa, não conseguia me concentrar, fiquei lesada e muito cansada também. Senti falta de ar até tomando banho. Além disso tudo, os seios aumentaram mais um pouco e ficaram mais sensíveis, tive olho seco e um pouco de dor de cabeça. Ufa!

Meus cuidados

Para a pele, eu estou utilizando por recomendação da mana experiente (obrigada Dá) uma loção hidratante chamada MaterSkin. E procuro concentrá-la na região da barriga, quadril e seios. Quando está muito frio, substituo o creme pelo Bio Oil ainda dentro do box, depois do banho.
E os remédios que estou tomando são o Utrogestan que é progesterona e ajudou a cessar os sangramentos, ácido fólico e Centrum. Como já faço um sério acompanhamento nutricional por ter feito a redução de estômago, não sei se vou precisar de outras vitaminas. 

Acompanhamento médico

Como eu fiz a redução do estômago, além do acompanhamento comum de pré-natal eu passo também por consultas com a nutricionista. Já fiz vários exames de sangue e urina, principalmente para saber sobre os meus níveis de imunidade, hemograma, vitaminas e etc. E fiz também a primeira ultrassom que não foi emergencial. Devo levar tudo para o médico na consulta de hoje, e depois venho contar se precisei tomar algum remédio ou vacina. Desde que descobri a gestação, acabei emagrecendo e estou pesando 64kg. Mas, tudo dentro da normalidade.

Minhas paranóias e estado psicológico

Bom, eu sou encucada com tudo, por natureza né?! E apesar de me sentir mais segura, ainda tenho umas neuras sobre a evolução da gestação e se está tudo bem. Tanto, que comprei um aparelho chamado Angel Sounds, que nada mais é que um doppler fetal onde podemos escutar o coraçãozinho do bebê em casa. Ainda não consegui utilizar, porque a recomendação é começar a usar a partir da 12ª semana. Assim que der certo, venho contar direitinho como é. E pra ficar mais tranquila, também já fiz uma listinha de perguntas para o gineco. Para saber se já posso me exercitar, namorar etc. 
E o estado psicológico em geral, parece uma montanha russa (ah! esses hormônios). Fico feliz, triste e choro. Depois fica tudo bem e eu choro por estar bem. Tenho me cobrado muito sobre o meu trabalho também, e já me peguei chorando várias vezes por não estar conseguindo postar normalmente. Espero que passe logo... =(

Bebê e surpresinha...

Como já contei, no último exame de ultrassom que fiz, deu que estava de 9 semanas. Baby tinha 2,3cm e o coraçãozinho batia a 182bpm. Eu sou libriana e estava super em dúvida sobre fazer o exame de sexagem fetal, que determina o sexo do bebê através do sangue da mãe já a partir da 8ª semana. O marido estava super curioso e eu conversei com a minha cunhada que fez esse exame, e outras amigas. Acabei resolvendo pagar e fazer o teste. O laboratório mais barato que encontrei em SP foi o Lavoisier, paguei R$295,00 (eles parcelam se precisar) e apesar de atrasarem para liberar o resultado, segunda descobri que teremos uma bebéia! É uma menininhaaaaa! <3 \o/
A precisão desse exame com o meu tempo de gestação, é de 99%. E é maior do que a identificação visual através do ultrassom. Daqui algumas semanas, caso dê diferença do ultrassom, eles repetem gratuitamente e confirmam tudo direitinho.

***

Eu e o maridão estamos radiantes! E hoje, além da felicidade pela nossa filhota, estamos completando 3 anos de casamento. <3 É muita coisa boa junta, e para comemorar o marido conseguiu tirar o resto da semana de folga e vamos para Serra Negra/SP. Espero conseguir curtir o passeio e voltar renovada na semana que vem. Acho que os sintomas estão dando trégua..=D


Gostaram das novidades?!
Não aguentava mais falar o(a) bebê.. =P


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16 de mai. de 2014

Relatos de Gravidez - Início


Eu pensei, pensei e decidi. Pelo menos por enquanto, eu acho que o ideal é fazer 1 post por semana, sobre a minha gestação. Estou tentando me organizar, e assim, eu consigo ter o meu espaço aqui pra falar sobre o assunto, e ao mesmo tempo não sobrecarrego vocês. Então, toda sexta eu venho contar sobre a gravidez e o baby, e assim consigo trocar experiências com outras mamães. Vamos ver se dá certo, e vocês me contam se gostam desse formato, ok?! =D 

Bom, nesse primeiro post eu vou compartilhar as nossas experiências desde quando decidimos ter filhos, já que não tivemos tanta sorte, e demoramos um pouco mais do que o normal. Acho que isso pode ajudar alguns casais que estão passando por problemas. E pra facilitar, vou dividir os assuntos em tópicos.

2 anos e meio de tentativas

Eu me lembro de tomar anticoncepcional desde a adolescência, como tratamento para a SOP - Síndrome de Ovários Policísticos. E mesmo tomando remédio, tinha ciclos irregulares. Em dezembro de 2011 parei de tomar o remédio, para desintoxicar e poder engravidar. Como eu nunca sabia os meus dias férteis, a coisa complicou. E ainda descobri que existiam meses em que eu nem ovulava. Mesmo assim, o meu médico me instruiu a continuar tentando naturalmente por mais um ano.

Obstáculos que enfrentamos 

Com mais de 1 ano e meio de tentativas, e várias decepções (por sempre achar que estava grávida e era só mais um atraso) o médico resolveu investigar. O exame é dolorido, e por isso eles deixam para pedir em último caso. Fiz a primeira temida e dolorida histerossalpingografia, que é um exame que investiga causas de infertilidade, e alguns problemas foram encontrados. O contraste não fluiu como deveria, e as trompas pareciam obstruídas. O meu médico me orientou a esperar o trauma passar, e repetir o exame, para eliminar as chances de erro médico. Dois meses depois, fiz outra histero, e dessa vez deu tudo certo. A médica que realizou o exame foi um anjo e não sofri nadica. Não sabemos se foi realmente erro médico do primeiro exame, ou se o contraste limpou as obstruções, mas no segundo resultado, eu não tinha nada que impedisse uma gravidez natural.

Como estava tudo bem com o marido também, o meu médico resolveu acompanhar o meu ciclo inteiro do mês seguinte. Pra identificar o que poderia estar atrapalhando. E se fosse apenas um problema de ovulação, ele iria iniciar com os indutores. Até que...  

Sintomas estranhos

Eu comecei a perceber um aumento nos meus seios e sentir falta de ar, mesmo sentadinha vendo TV. E no dia 27 de abril, um domingo, senti também uma dor estranha no pé da barriga. Tomei Buscopan, mas fiquei com uma pulga atrás da orelha. Comprei o teste de farmácia e esperei até a segunda, para fazer com a primeira urina da manhã, que é mais concentrada. 

A confirmação

Teste Clearblue Compact
O teste de farmácia ficou assim, com a segunda listra mais clara. Mas, já era o nosso positivo. E o que eu pensei ser um fluxo normal em abril, foi na verdade a nidação (fixação do óvulo) ou os meus probleminhas hormonais mesmo. No mesmo dia, fiz o exame de sangue, e confirmei a gravidez com um beta HCG de 3.587,0 mUI/mL.

Problemas após a confirmação

No sábado, antes mesmo da confirmação, tivemos relação e um sangramento começou. Fiquei super preocupada, e consegui encaixe no médico. Ele me deixou apavorada, porque disse que poderia ser uma gravidez tubária, ectópica ou anembrionária. Eu corri para fazer o primeiro ultrassom no Hospital São Luiz, e só lá consegui ficar mais tranquila. Apesar de estar tudo bem, o corrimento escuro continuou. Marquei outro médico, fiz outro ultrassom e como já estava de 6 semanas, pude escutar o coração do baby (ahh que alívio <3). Comecei com um medicamento chamado Utrogestan, fiz repouso absoluto de uma semana, e finalmente o corrimento e sangramento cessaram. Ufa!

Minhas paranóias e estado psicológico

Mesmo com 3 testes de farmácia positivos, a confirmação pelo exame de sangue, e a primeira ultrassom, eu ainda estava morrendo de medo de ser tudo "pegadinha do malandro". Como tive problemas com o sangramento e tal, fiquei paranóica achando que a gestação não ia evoluir. E só depois de ouvir o coração do bebê me acalmei e deixei a ficha cair. O psicológico agora está equilibrado, só tenho preocupações com a saúde do bebê. Mas, acredito que seja natural né?!

Contagem de semanas

Pelas minhas contas, e pelas contas dos médicos, eu já deveria estar de 8 semanas e 5 dias. Mas, pelo ultrassom, está dando a diferença de uma semana. Como sou toda atrapalhada e desregulada, preferi acreditar no ultrassom, e considerar 7 semanas e 5 dias.

***

Ufa! Que post enorme! Mas, eu quis contar tudinho o que aconteceu, porque vai que alguém está na mesma situação que eu né?! Domingo completo 8 semanas, e terei uma ultrassom na terça também. Então, no próximo post eu já começo a contar direitinho como estou me sentindo, como está o baby, os médicos que passei, as novidades etc.

Ah, e sobre a "programação normal" do blog, juro que estou tentando postar todos os dias, mas a coisa ta complicada. Admiro as mulheres que descobrem uma gravidez, passam por todos esses sintomas, e ainda conseguem tocar a vida normalmente. Sorry! Espero que me perdoem.. =(


Me contem, este formato está bom para vocês?!


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8 de mai. de 2014

Inspiração: quartos de bebê

Eu sempre ouvi falar, que grávida tem um monte de sintomas e tal. Mas, acho que só passando por isso, para ter noção da intensidade da coisa (tirando as sortudas que não sentem nada). Eu estou lesada, com o raciocínio lento, com uma dorzinha chata no pé da barriga, dor nos seios, náusea, tontura, uma azia desgramenta, falta de ar, e sem apetite também. Parece uma gripe, virose ou coisa parecida. =S

Não é fácil gerar um bebê, mas eu tenho certeza que a recompensa será maravilhosa. E só de pensar no nosso filhote ou nossa filhota crescendo aqui dentro, eu esqueço de todas as coisinhas ruins que venho sentindo. Já é o milagre da maternidade acontecendo por aqui. <3

Bom, para me inspirar e ajudar outras futuras mamães (sem falar nos amantes de todo o tipo de decoração) eu separei algumas fotos de quartos de bebês. Olha só:










Imagens (via)

Ainda está muito cedo para saber o sexo do bebê ou bebeia (como disse uma leitora fofa), então eu tentei separar temas que sejam praticamente unisex, e mudando o personagem ou a paleta de cores, adaptam-se tanto para ele ou para ela. E falando nisso, vocês acham que é menino ou menina?

Por enquanto, o apartamento ainda está a venda. E se fecharmos negócio com alguém, teremos que alugar outro apartamento, até construirmos a casa. Então, ou o quartinho do baby será montado junto com o meu atual escritório, ou no apartamento de aluguel, até a casa ficar pronta e o quarto definitivo também. Tudo incerto ainda. =S


Gostaram das inspirações?!


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5 de mai. de 2014

Imagens da Semana


Nossa, eu estou me lembrando de como foi difícil escrever sobre as "Imagens da Semana" na segunda passada. Eu tinha acabado de descobrir que era muito provável que estivesse grávida, através do teste de farmácia. E já estava esperando o resultado do exame de sangue para confirmar. 

Pensa na pessoa nervosa, preocupada, ansiosa, com milhões de coisas na cabeça. Ui, foi tenso! Mas, não pensem que melhorou não. Ainda continuo cheinha de preocupações, só que agora consigo controlar um pouco mais os meus pensamentos. E não preciso revisar o mesmo parágrafo 10 vezes. =S

Entre as idas ao médico, olha só o que eu registrei lá no Instagram (se não me segue por lá, é só procurar por @fabicastela).  


1. Eu estou com o sono super descompensado. Tem dias que vou dormir cedão, outros fico acordada até tarde. E o mesmo acontece na hora de levantar. Na quarta, eu acordei antes das 7h e flagrei esse sol lindo nascendo, com o céu azul e as nuvens colaborando. #naturezalinda

2. Quinta, teve feriado outra vez, e já está na hora de usar pantufas né?! Lá estava eu, de pijamas mais uma vez. #inpajamas #semvergonha


3. Toda gravidez no primeiro trimestre é mais crítica. Existe o risco de acontecerem complicações com a evolução da gestação. E muitas mamães deixam para anunciar a chegada do novo baby, depois dessa fase. Parabéns para as que conseguem, porque a nossa vontade era de sair correndo na rua, segurando o palitinho do teste de farmácia, com os 2 risquinhos. Eu tenho certeza que tudo dará certo para nós, mas se não desse, eu iria precisar do apoio de todos que torcem pela nossa família. Por isso, na sexta, resolvi anunciar no blog e no Insta, que todos serão tios e tias. =P

4. A minha irmã me deu esse livro, já faz mais de um ano. E depois de algumas frustrações tentando ter um filhote, ele ficou encostado na casa da minha mãe. Como agora estou tomada de felicidade, e não mais de frustração, tratei de começar a ler. Já está me ajudando bastante, e tirando muitas dúvidas. Recomendo!


5. Junto com as minhas comprinhas da Oppa (link afiliado) vieram estes 2 pôsteres lindos, mas sem as molduras. Fizemos orçamento em uma vidraçaria de bairro, que cobrou R$60,00 por cada moldura. E em uma loja no shopping, cobraram R$190,00 por cada. Um absurdo né?! Fomos na Tok Stok e compramos por R$17,00! Olha a economia pro bebê.. Agora só falta o marido pendurar pra mim.. =S

6. E pra encerrar o final de semana, com chave de ouro, sessão pipoca ao lado do maridão. Assistimos O Hobbit: A Desolação de Smaug e eu fiquei revoltada, porque acaba do nada. =(


E aí, como foi a semana de vocês?!


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2 de mai. de 2014

Motivo do sumiço

Gente do céu, a pessoa sumiu a semana todinha e nem deu satisfação. E estou triste hein, porque ninguém perguntou o que aconteceu, nem aqui no blog, e nem nas redes sociais. Poxa.. snif! :'(

Bom, fato é, que eu quase não consegui fazer nem o post de segunda. E o motivo de tudo isso, é que descobri que estou gravidíssima!


Quem já acompanha o blog há um tempo, sabe que fazia parte do meu projeto Qualidade de Vida, ter um filho. E que eu já estava enfrentando mais de 2 anos de tentativas. Tive uns problemas, fiz a histero (exame extremamente dolorido) 2 vezes, tinha Síndrome de Ovários Policísticos e em alguns meses não ovulava. Conclusão: engravidei naturalmente, e esse filho é mais do que esperado e planejado. Então, que venha cheinho de saúde, completar a nossa família. =D

Eu estava com sintomas fazia um tempinho, meus seios aumentaram, tive desejos, dores, um pouquinho de enjôo e uma sensação que eu nunca tinha experimentado antes. Resolvi fazer o teste de farmácia na segunda, e quase caí pra traz com o positivo. No mesmo dia, entrei em contato com o médico, e confirmei a gravidez com o exame de sangue, e mais 2 testes de farmácia. 

Tive alguns probleminhas de escape, então o médico pediu um ultrassom o mais rápido possível. Como o feriado estava chegando, e não consegui agenda nos laboratórios, fui no pronto-socorro do Hospital São Luiz. Já fiz o meu primeiro exame, e está tudo bem. A gravidez está estimada em 5 semanas e 5 dias, o saco gestacional está onde deveria, não tenho descolamento, e conseguimos ver uma manchinha de 1.9mm que provavelmente é a nossa sementinha de bebê que está crescendo. Como é muito novinho ainda, não conseguimos ouvir os batimentos. Mas, no próximo exame, já devemos ver o embrião mais nitidamente, e escutar também.

Sobre as minhas sensações, basicamente são preocupação e medo. Ainda não estou conseguindo curtir a minha gestação (a ficha tá caindo). Esse primeiro trimestre é o mais tenso e o mais arriscado também. E eu só quero saber se está tudo bem, e se tudo está evoluindo como deveria. Estou pesquisando bastante, e é inevitável perder horas lendo artigos e fóruns.

Bom, acho que é isso, se vocês quiserem acompanhar tudo comigo, de pertinho, eu não me importo em compartilhar aqui no blog. Já que além de ser o meu trabalho, esse espaço é a extensão da minha vida. Ah, e ainda não sei o que fazer, se crio uma categoria para falar disso, ou não. Estou perdidinha, e com muito sono! Hahaha 


Espero que tenham curtido a notícia!
Vem baby por aqui.. <3


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