14 de dez. de 2015

Vendemos o apartamento!



Finalmente cheguei no assunto mais importante e impactante dos últimos tempos: vendemos o apartamento e vamos morar em uma casa!

Explicando..

Depois que desistimos de construir e acabamos vendendo o terreno, nós também desistimos de vender temporariamente o apartamento. Eu já estava em uma fase avançada da gestação e não queríamos lidar com mudança, reforma nem nada do tipo. Eu só queria ajeitar o meu ninho, receber a minha pequena e pronto.

O tempo passou, a Luna nasceu e a ideia de morar em uma casa não saiu da cabeça do meu marido (e um pouco da minha também). Até que mesmo tirando o apartamento das imobiliárias, recebemos uma proposta. Como a negociação foi boa, chegamos a conclusão que era uma ótima oportunidade e batemos o martelo pela venda.

Durante a negociação começamos a busca pelo nosso novo lar e deixamos as coisas engatilhadas. A venda do apê foi concretizada e logo em seguida fechamos o negócio com a casa nova. Vamos morar em um sobradinho de condomínio, na cidade de Cotia/SP.


Não pensem que foi fácil pra mim desapegar do apartamento. Até hoje ainda sinto que a ficha não caiu. Ele é o meu xodó, coloquei muita energia e expectativas nele. Fizemos cada cantinho com muito amor, mas agora é bola pra frente. Espero de coração que o novo dono possa ter bons momentos por lá.

Oficialmente pelo contrato, nós temos até o dia 27/12 para sair do apê. Mas, a casa que compramos ainda não está terminada e conseguimos negociar mais 2 meses de aluguel no apê até que a casa fique pronta, seja entregue e possamos reformar para entrar.

Vou dar mais detalhes sobre a casa em um próximo post. E falando sobre os posts, pretendo contar mais sobre os 3 anos de uso das nossas escolhas pro apê. Tanto de eletros, quanto louças, revestimentos, móveis e afins. Ah, estou devendo um post sobre o quartinho da Luna também.


Quantas mudanças né?! Vocês também ficaram com o coração apertado pela venda do apê?
Afinal, vocês acompanharam toda a saga.. :S


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16 de nov. de 2015

Vendemos o terreno!

Fiquei pensando na ordem em que as coisas aconteceram, para poder contar pra vocês. E o primeiro assunto que faz mais sentindo abordar, é o terreno. Infelizmente, a saga dele termina nesse post.


Estava muito complicado manter os custos do financiamento, condomínio, IPTU etc. A primeira alternativa era vender o apartamento para investir na construção da casa e temporariamente morar de aluguel. Mas, caímos na real de que construir uma casa do zero levaria muito tempo e custaria muito mais dinheiro do que conseguiríamos com a venda do apê.

Foi triste tomar essa decisão, o terreno era o xodó do meu marido. A gente sonhava com a casa, no meio daquele verde todo. Fizemos muitos planos e íamos quase toda semana passear lá no condomínio.

Não teve jeito, colocamos a venda e depois de alguns meses recebemos uma proposta que não tivemos como recusar. Usamos o dinheiro para quitar o financiamento e com o saldo que sobrou colocamos as contas de casa em dia.


Vocês também já precisaram abrir mão de algo que gostavam muito, ou mudar drasticamente os planos?!


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12 de nov. de 2015

O recomeço..

Caramba! Fazem 8 meses que eu não escrevo por aqui. Senti muitas saudades e me esforcei bastante pra conseguir voltar antes, mas não consegui. Não vou pedir desculpas e nem ficar prometendo mil coisas, porque eu precisei desse tempo. E também não sei qual o rumo que as coisas vão tomar. Espero que entendam!


A Luna está com 10 meses e desde que ela nasceu, resolvi me dedicar plenamente à maternidade. E esse é um dos principais motivos do meu sumiço. Ela demanda 110% do meu tempo e quando ela dorme, preciso tratar das minhas necessidades básicas, do apartamento, do marido etc. O meu foco estava completamente nela, literalmente eu passei esse tempo conhecendo a minha cria e me reconhecendo como uma nova mulher e mãe recém nascida.

Parabéns pra todas as mulheres que conseguem conciliar tudo isso. Eu não tenho vergonha nenhuma em admitir que eu não consegui. Quase adoeci por conta disso, simplesmente por não dar conta e estar mergulhada na mesma rotina. Só comecei a melhorar, quando parei de me cobrar tanto. Ainda estou no processo de aceitação. Ando procurando o fio da meada e em meio a algumas crises de desespero, sempre procuro respirar fundo pra não surtar de vez.

Bom, uma das soluções que eu pensei para o resgate da Fabi como indivíduo, foi voltar a trabalhar e a produzir. Só que pra isso eu teria que colocar a Luna na escola antes do esperado. Comecei a pesquisar sobre o assunto e conheci um projeto que fica aqui pertinho do apê, onde as mães podem trabalhar em uma das salas da casa e cuidadoras ficam com as crianças em outros espaços. 

Terça foi o meu primeiro dia nesse projeto e esse post já é o fruto desse teste. Vou organizar os próximos assuntos para contar tudo o que aconteceu e tudo o que está por vir. Aguenta coração que é muita novidade!


Até a próxima! <3


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16 de mar. de 2015

A minha gestação e o meu parto humanizado na água


Além de um blog sobre reforma, decoração e lifestyle, vocês sabem que o Dicas também é um cantinho pra que eu compartilhe alguns assuntos pessoais. Como consigo alcançar bastante gente, peço licença pra dividir com vocês o meu relato de parto. Ele ficou um pouquinho extenso, porque está bem rico em detalhes e também quero guardar para ler depois. Se este assunto não te interessa, é só não ler e aguardar as cenas dos próximos capítulos. Se te interessa, pega um cafézinho e vem comigo! =D

Com este relato eu não quero polemizar e nem impor nenhum tipo de parto para ninguém. Muito menos ofender as mamães que escolheram ou precisaram ter os seus filhos por cesárea. A minha intenção é apenas compartilhar o meu ponto de vista e as minhas experiências relacionadas ao nascimento da minha primeira filha.

Já começo dizendo que você pode ler muitos relatos de parto, pesquisar, imaginar e fantasiar como será o grande momento. Mas acredite, você não terá se preparado nem 10% para esta experiência tão intensa e mágica.

O meu nome é Fabiana, tenho 27 anos e fui tentante por 3 anos. Tive problemas com a obesidade, ovários policísticos, útero retrovertido e ainda passei por duas histerossalpingografias bem doloridas. Recebi um falso diagnóstico de entupimento das trompas e quando pensamos em fertilização e até adoção, graças a Deus engravidei naturalmente.

A gestação


Estou casada oficialmente fazem 3 anos e o meu marido Rodrigo é a minha fortaleza. Esteve ao meu lado em todos os momentos e testes negativos, e foi incrivelmente parceiro durante toda a minha gestação.

Tive um pequeno sangramento nas primeiras semanas e o medo de que a gravidez não evoluísse me fez ir atrás de informação. Não sei em qual momento cheguei a procurar e entender sobre os tipos de parto e as reais indicações para uma cesárea, mas quando assisti ao documentário “O Renascimento do Parto” com o meu marido, decidimos na hora que respeitaríamos ao máximo o nascimento da nossa filha (sim, já sabíamos o sexo desde as 9 semanas, através do exame de sexagem fetal).

Apresentei as minhas intenções ao obstetra que me acompanhava desde a adolescência e ele veio com um papo estranho, criticando o parto normal. Percebi que se continuasse com ele, cairia em uma “desnecesárea”. Ouvi dele que o bebê de parto normal nasce molinho, recebe baixas notas de APGAR e que ele fazia episiotomia (corte no períneo para facilitar a saída do bebê) de rotina. Ou seja, ele faria de tudo para me fazer acreditar que precisava de uma cesárea ainda com poucas semanas de gestação.

Comecei então, a busca por um obstetra que atendesse o meu convênio e respeitasse a minha vontade de ter um parto natural, com o mínimo de intervenções, e que tivesse também o bom senso de me indicar uma cesárea caso eu realmente precisasse dela. Ah, como se não bastasse, a minha DPP (Data Provável de Parto) era no dia 23/12, ou seja, o médico precisaria estar disponível durante as festas de final de ano. Ufa!

Entrei em diversos fóruns, em busca de indicações e depois de passar em 2 obstetras, encontrei o Dr. Alberto Jorge de Sousa Guimarães e a equipe do programa Parto Sem Medo. Com eles eu tive todo o apoio para conseguir o meu parto humanizado. A partir daí, passamos em consultas de pré-natal, conversamos com as doulas e a obstetriz e participamos de palestras e encontros. Apenas as consultas estavam cobertas pelo meu convênio, mas mesmo assim, achamos que valia a pena pagar pelo parto e pedir um reembolso depois. 

Quando estava de aproximadamente 18 semanas, passei por um susto daqueles. Tive uma crise renal e precisei ficar internada. Os médicos não conseguiram ver a pedrinha nos exames, mas como eu já tinha passado por isso antes, tinha certeza que era uma das grandes. Fiquei em observação e caso não expelisse a suposta pedra, teriam que removê-la cirurgicamente. Os remédios para a dor não estavam mais fazendo tanto efeito e como eu estava grávida, não podia tomar qualquer coisa. Me desesperei, mas depois de 3 dias de sofrimento, graças a Deus e aos montes de água que tomei, coloquei a pedrinha pra fora. Que alívio!

O restante da gestação passou sem grandes complicações. Completei 34 semanas, comecei a fazer massagens no períneo e também a usar o Epi-No. Tudo para reduzir os riscos de ter grandes lacerações ou precisar da episiotomia.

Durante toda a gestação, eu e o meu marido fizemos de tudo para que a nossa filha se desenvolvesse bem intra-útero (tive muitas preocupações por ter feito a redução de estômago e não absorver nutrientes tão bem) e para que o parto fosse um sucesso. Então, apesar do medo do desconhecido, a gente tinha muita confiança de que daria certo, e estávamos finalmente preparados.


Bom, durante as conversas com o Dr. Alberto, descobrimos que além de um obstetra humanizado, que respeitasse o meu parto, a gente precisaria também de uma pediatra que respeitasse a minha filha. Isso porque normalmente os plantonistas da maternidade obedecem a protocolos e rotinas invasivas que muitas vezes são desnecessárias para alguns bebês. Nem todos precisam ser aspirados ou receber o colírio de nitrato de prata. As vacinas podem esperar (dizem que a dor nas primeiras horas de vida é mil vezes maior) e a vitamina K pode ser dada via oral. Ah, e o “espetáculo do primeiro banho” dado logo que o bebê nasce, pode ser adiado para o dia seguinte, para que a própria pele absorva o vernix e os seus benefícios.  Além disso, o cordão umbilical deve parar de pulsar antes de ser cortado e o bebê deve ficar com a mãe e ser incentivado a mamar logo nos primeiros minutos. É muita informação e eu recomendo para quem tiver interesse no assunto, que busque profissionais e sites ou livros especializados.

Finalmente montamos a nossa equipe: Dr. Alberto, doula e obstetriz do Parto Sem Medo e a pediatra Dra. Ana Elisa Tellian. A maternidade escolhida foi o Hospital São Luiz, unidade Itaim, que tem uma ótima infra para o parto humanizado, com salas delivery com banheira e banqueta.

O grande momento

Lá estava eu, na minha “espera mágica”, curtindo as últimas semanas e quando cheguei na 39ª semana e 2 dias, na madrugada do dia 18/12, percebi que o meu tampão mucoso havia saído. Como estava sonada, voltei a dormir e nem dei atenção, mas lembro que senti cólicas e um leve desconforto aquela noite. Perder o tampão não significa estar em trabalho de parto, então, vida que segue. Marido foi trabalhar e fui para a aula de pilates. No caminho eu comentei com o marido "Dia 18 é um belo dia para nascer. É par!" a gente riu e nem fazíamos ideia do que vinha pela frente. Chegando lá não consegui fazer todos os exercícios, mas fiquei até o final. Na volta, que são 10 minutos de caminhada aqui do apê, a coisa apertou. Senti dor de barriga e a cólica que era só um desconforto aumentou bastante. Foi aí que percebi que eram as tais contrações.  Elas ainda eram bem irregulares e eu não conseguia nem marcar os intervalos. Até que já não tinha mais posição, não sabia se ficava sentada, deitada ou de pé. Evacuei várias vezes e me dei conta que o meu corpo estava se preparando intensamente para o grande momento. 

Eram 11:00hs e eu tive certeza que estava em trabalho de parto. Resolvi avisar a doula e o meu marido já estava sabendo de tudo por WhatsApp. Eu estava sozinha em casa, fiz um chá de camomila e precisava me alimentar para ter energia. Como não tinha nada pronto para comer, entre as contrações eu consegui fazer a Sopa Fortificante do Xuê, indicada pela minha doula. Comi e comecei a entrar na partolândia, ficando sem noção de tempo e espaço. Me dei conta que a minha mala e a do marido não estavam 100% prontas e entre as dores, fui completando o que faltava. Preparei a câmera, limpei o cartão de memória e me entreguei, não conseguia fazer mais nada. O marido chegou, eram mais ou menos 14:00hs e com a orientação da doula por telefone, fui para debaixo do chuveiro quente. Fiquei lá pouco mais de uma hora e parece que a água na barriga e nas costas, amenizava bastante as dores das contrações. Confesso que implorei por um box maior, mas mesmo assim, consegui ficar sentada em um banquinho, depois não quis mais o banco e fui para o chão, levantei e fiquei revezando as posições até que a doula Adriana chegou. Pareceu uma eternidade!

Enquanto a Adriana cuidava de mim, o marido foi remanejar os carros e preparar tudo para irmos para o hospital. A nossa vaga de garagem é presa e com a confusão para entrar com o carro da doula no condomínio, o marido demorou o que pra mim foi uma vida inteira.

Apesar de não ter conhecido a Adriana antes (eles enviam a doula que estiver mais perto), a chegada dela me deu muito alívio. Ela parecia de casa, me acalmou e ajudou bastante durante as contrações. Saí do chuveiro, ela fez massagens na minha lombar e pés, usou uma compressa quente, me orientou sobre a respiração e as vocalizações.

Meu marido voltou e começamos a falar sobre ir para o hospital. Foi aí que me deu medo, porque me dei conta que eram 17:00hs de uma quinta-feira. Será que daria tempo de chegar no hospital?! Quanto tempo mais de dor eu iria aguentar?! 

Me vesti com a ajuda da Adriana e eu acabei sendo um pouco grossa. Ela me perguntou o que eu queria fazer, na intenção de me respeitar ao máximo, e eu disse super seca: “Eu só quero ir para o hospital agora!”. Pegamos as malas, esperamos mais uma contração passar e fomos correndo para o carro. Graças a Deus eu não tive nenhuma contração durante esse percurso, porque eu não aguentava passar por elas em pé.

Saímos do condomínio e já no primeiro farol encontramos um pouco de trânsito. Era terrível ter contração com o carro em movimento, passando por curvas e buracos. Gemi, chingue e acho que até gritei algum palavrão. A doula continuou me confortando e me lembrando que era uma contração a menos e que cada uma delas me ajudava a dilatar mais. Lembro da voz dela me dizendo “Uau! Essa foi forte né?! Que delícia, deve ter dilatado bastante. Aguenta que já estamos chegando.”. 

O marido fez um caminho maluco, misturou uma rota que já tinha testado antes com as dicas de fuga da doula e do Waze. Tive medo de que a dor ficasse mais intensa do que já estava, e que a parte expulsiva do parto fosse muito pior. Senti a bebê mais baixa e percebi que ela nasceria logo. Que medo e que dor!

Finalmente chegamos no hospital e a doula me conduziu direto para a triagem. Enquanto isso, o marido ficou na recepção fazendo a minha internação. Passamos por várias gestantes dando entrada e chegando para as cesáreas agendadas. Espero não ter assustado ninguém com os meus gemidos, a feição de dor, suada, cabelo desarrumado e o vestido amassado. Eu estava completamente sem dignidade. =P

Me encaminharam para uma sala, colocaram o cardiotoco e a médica de plantão na triagem veio me examinar. Eram mais ou menos 18:00hs, eu estava com 9cm de dilatação e a bolsa íntegra. Se rompessem, a Luna nasceria. Foi um desespero e correria geral, tiraram a minha roupa, colar e brincos (nunca mais vi as minhas bijus, entregaram para o meu marido, mas sumiram com a correria) e me colocaram na maca. Enquanto isso, outra enfermeira verificou a disponibilidade da sala delivery e reservou também o elevador. Fomos correndo para a sala de parto e no caminho resgatamos o meu marido. A enfermeira gritou para que ele se apressasse e fizesse a internação depois, ou não veria a filha nascer. O único momento em que o meu marido não ficou do meu lado, foi quando precisou ir ao vestiário colocar aquela roupa especial de hospital.

Chegando na sala de parto, o plantonista Dr. Gabriel veio me examinar e eu já estava com dilatação total, só faltava a bolsa romper. A dor era insuportável e eu lembrei que li em um relato uma vez, que quando parece que não vamos aguentar mais, e que vamos desistir, é porque já estamos completamente dilatadas e o bebê está nascendo. Me apeguei a isso, e a dor das contrações foi dando lugar a uma vontade enorme de fazer força. Então, a doula foi encher a banheira.

A pediatra chegou e só faltava o meu obstetra para completar a equipe. Enquanto isso, a doula cuidou para que não interviessem de forma alguma e me respeitassem. Entrei na banheira e a dor ficou um pouco mais suportável. A água estava bem quente e a luz estava apagada. Eu tentava não fazer força, para esperar o meu médico chegar, mas era inevitável. Durante todo esse tempo, a Luna foi monitorada e eu fui confortada e encorajada pelos profissionais que estavam ali. Ai, mas que dor intensa!

Durante uma das contrações a bolsa rompeu e a vontade de fazer força aumentou mais ainda. Parecia uma vontade incontrolável de fazer o número 2. O meu médico chegou em seguida e eu fiquei super aliviada e confiante em vê-lo por ali. Apoiei firme os pés nas alças da banheira e depois de umas 3 ou 4 forças, ás 19:39hs, a Luna nasceu lindamente na água. A sensação é de que não tem mais volta, que depende apenas de você. A onda de força, instinto e coragem chega, você se empodera daquilo, supera as dores e simplesmente dá a luz. A dor passou imediatamente.

Eu não sei se foi pela adrenalina, endorfina ou sei lá o que, mas lembro da parte expulsiva do meu parto, só em preto e branco. Sentir a minha filha nascendo, com todos os meus músculos tencionados, a força descomunal, o grito de empoderamento, meu marido aos prantos no meu ombro e depois aquele bebê quentinho nos braços são sensações combinadas que criam uma experiência praticamente impossível de descrever. Só sei que senti com cada pedacinho do meu corpo. A pequenina chorou e eu a confortei com todo o amor do mundo. Foi mágico e lindo!

Me ajudaram a sair da banheira e fui para a maca. Esperamos o cordão umbilical parar de pulsar e só depois o meu marido cortou. Me aplicaram uma injeção de ocitocina na coxa, pra ajudar a estancar os sangramentos e com um pouco de ajuda do médico a placenta foi expelida. Lembro que tive medo da tal injeção e o médico disse “Você acabou de parir um bebê sem anestesia e está com medo de uma picada?” e logo depois tive medo de sentir dor ao expelir a placenta, e o médico disse “Pelo menos ela não tem ossos!”. Todos caímos na risada.


A Luna foi incentivada a mamar e já fazia os movimentos de sucção desde o momento em que foi colocada no meu peito. Quando dormiu, a pediatra a pegou gentilmente para examinar, limpar, pesar e identificar. Enquanto isso, o Dr. Alberto avaliou o meu períneo e viu que eu precisaria de um pontinho. Mas, enquanto ele preparava a agulha para a sutura, o sangramento do corte parou e ele não achou que fosse mais necessário. No fim, não levei ponto algum, que alívio!

A minha filha nasceu com 2.980kg e 48,5cm. Recebeu notas 9 e 10 de APGAR e não precisou de intervenção nenhuma, era super saudável. Ficou um tempão comigo na sala de parto e só saiu de perto de mim para passar obrigatoriamente pelo berçário central. Eu fui logo para o quarto e só tomei um analgésico leve. Não precisei ficar com acesso de medicação, soro, sonda, nem nada. Levantei logo e tomei um belo banho para esperar a minha princesa. Ficamos em alojamento conjunto e a única dificuldade maior que passamos, foi que o meu leite demorou 3 dias para descer e só o colostro não estava sustentando. Ela chorou bastante e ficamos desesperados.

Tivemos alta juntas, no dia 21/12 e só precisamos ficar 3 dias na maternidade devido ao teste do pezinho, que deve ser feito a partir das 48hs do parto. Desde então, a minha vida tem sido de aprendizado, descobertas, muita dedicação, noites sem dormir e muito muito amor incondicional.

Obrigada a minha família, ao Dr. Alberto por tornar este parto possível, a doula Adriana e a pediatra Dra. Ana Elisa, e principalmente ao meu marido que entrou nessa de cabeça e me deu forças até quando parecia que eu não ia conseguir.


Durante a minha gestação, engordei 15kg. Engravidei com 64kg, cheguei aos 79.4kg e atualmente estou nos 69kg. Não estou fazendo nenhuma dieta específica. Amamento a Luna exclusivamente no peito e isso dá muita fome e sede. Só tento evitar os alimentos que podem aumentar as cólicas e gases da moçinha.

Se falei alguma besteira técnica durante o meu relato, fiquem a vontade para me corrigir. E se tiverem mais dúvidas sobre algum assunto específico podem comentar que eu respondo assim que possível.


"Bebês nascem!" - Dr. Alberto Jorge de Sousa Guimarães


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23 de jan. de 2015

A Luna nasceu!


Olá meus amores, tudo bem? Espero que sim!

Bom, como vocês devem ter deduzido ou visto no Instagram (me segue por lá é @fabicastela), no dia 18 de dezembro a minha filhota Luna nasceu. O parto foi natural humanizado, como eu planejava e está tudo bem com ela e comigo. A verdade, é que a bichinha dá trabalho e está demandando quase 100% do meu tempo. Pra vocês terem ideia, já fez 1 mês que ela nasceu e não consegui vir aqui contar pra vocês.

Estamos nos adaptando e ela está bem chatinha com cólicas e gases. Mas jajá isso passa e devemos entrar em uma rotina melhor (onde eu possa até lavar o cabelo no banho.. rs).

Agora são 05:15h da manhã e estou aproveitando que ela está mamando, pra escrever rapidinho pelo celular e dar uma satisfação pra vocês. Espero que entendam. :)

Assim que possível volto contando sobre o parto, mostro o quartinho dela e aos poucos o blog volta ao normal.


Obrigada pela paciência, beijos! <3


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