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30 de jan. de 2014

Soluções para vagas presas no estacionamento

Conforme eu prometi no post "Vagas presas e problemas no estacionamento do condomínio", hoje eu venho trazer para vocês, algumas soluções para o problema das vagas presas.

É claro, que qualquer uma dessas alterações, precisará passar pela votação e aprovação em assembléia. E acreditem, entrar em um consenso, é o maior dos problemas. Mas já serve para vocês levarem como sugestão, caso enfrentem este dilema.

Troca de chaves


Esta é a solução mais barata, e que não implica em nenhuma alteração física ou estrutural. Depende basicamente da confiança entre vizinhos, e consiste na troca das chaves reserva dos veículos. Você fica de posse da chave do seu vizinho de vaga, e ele da sua. 
Além disso, vocês podem combinar a melhor maneira, que se encaixe na rotina de vocês. Um pode sempre ficar com a vaga da frente, o outro com a de trás, ou simplesmente, quem chegar primeiro para na frente.
Pontos positivos: custo zero, não há necessidade de obras.
Pontos negativos: necessidade de manobrar outro carro, responsabilidade por outro veículo, acostumar-se com os macetes (tamanho, alarme, tipo de câmbio) do outro carro, maior tempo para sair de casa.

Vaga deslizante

Foto: Easy Parking
Este é um sistema de vagas, que conta com plataformas móveis, que pode ser automatizado ou não, e ter mais de um andar. Estéticamente não é muito bonito, mas é uma ótima solução, porque pode até dobrar o número de vagas. O custo é de aproximadamente R$700,00 por carro, segundo pesquisa feita em 2011. 
Pontos positivos: pode solucionar completamente o problema das vagas presas.
Pontos negativos: no caso de um sistema não automatizado, será necessário empurrar os outros carros. Depende de um projeto muito bem feito, para que o sistema funcione corretamente. Existe a necessidade de obras.

Manobrista

Foto: Blue Valet
É uma solução, que financeiramente é viável apenas para condomínios de luxo e alto padrão. Normalmente, depende da contratação de uma empresa terceira, que trará um custo fixo mensal para o condomínio e por consequência, o aumento da taxa paga por apartamento. Depende da quantidade de apartamentos, carros, de um planejamento de turnos (já que existem horários de pico) e para que tudo funcione bem, pode ser muito oneroso para o condomínio. Algumas construtoras colocam em contrato a necessidade de contratação de manobristas, mas vale questionar, quem custeará o serviço.
Pontos positivos: conforto total para o condômino, e não existe a necessidade de obras.
Pontos negativos: custos elevados, contratação de empresas terceiras, responsabilização por avarias, contratação de seguros, necessidade de um alto número de funcionários para condomínios com uma grande circulação. 

Otimização de vagas


Com a otimização, é possível aumentar o número de vagas disponíveis, diminuir a quantidade de vagas presas, aumentar o espaço de manobra, ou então, aumentar o tamanho das vagas. 
A idéia é refazer o projeto do estacionamento, alterando a disposição das vagas para 45 graus, na diagonal. O ganho de espaço é de aproximadamente 7%, e o serviço deve ser feito por uma empresa especializada. 
No nosso condomínio, o custo da obra seria muito elevado, principalmente, porque temos grama no meio das vagas.
Pontos positivos: dependendo da área do estacionamento e da quantidade de vagas presas, o problema pode ser completamente resolvido.
Pontos negativos: custo de projeto, obra, acomodação dos veículos durante as obras.


Para a implantação de qualquer um destes modelos, é aconselhável que o condomínio invista em câmeras de segurança. É uma medida necessária em caso de batidas, arranhões, furtos etc. 


Antes de investir em um apartamento com vaga presa, vale a pena repensar a compra, e ver se você estará disposto a passar por estes aborrecimentos.
E se você conhece alguma outra solução, pode deixar um comentário abaixo. =D


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28 de jan. de 2014

Vagas presas e problemas no estacionamento do condomínio

Eu acho que nunca comentei aqui no blog, que as vagas de garagem do nosso condomínio, além de não serem cobertas, são presas. O pior disso tudo, é que essa foi mais uma das "pegadinhas" da construtora. Pois fomos informados apenas, que elas seriam ao tempo, e não que seriam presas.

A pegadinha

No stand de vendas do lançamento do apartamento, não ficava claro pela maquete, como seria a disposição das vagas. E a corretora nos afirmou, mais de uma vez, que as vagas seriam ao tempo, mas pelo tamanho do terreno e pelas informações dos superiores dela, certamente seriam livres para manobra.

Não sei dizer, se ela tivesse falado com todas as letras que as vagas seriam presas, isso teria nos impedido de comprar o apê. Mas, confiamos na palavra dela, e fechamos o negócio. No contrato, consta apenas: "... incluído o direito à guarda de 1 (um) automóvel de passeio indeterminada e descoberta na garagem coletiva do edifício ...". Ou seja, nem que seriam livres e nem que não seriam

Bom, o tempo passou, a obra começou e eu percebi pela evolução, que eles estavam demarcando as vagas uma atrás da outra. Entrei em contato com a construtora, e salvei o diálogo:

Fabiana: "Eu abri um chamado com a Renata, sobre uma duvida, se este empreendimento tem as vagas de garagem presas ou não."
Atendente: "Conforme contato telefônico, informamos que as vagas não são livres e sim indeterminadas e descobertas."

Outra vez, uma resposta duvidosa. Dependendo da interpretação, você pode concluir que terá uma vaga demarcada, e que não deve parar o carro onde bem entender. E por fim, quando praticamente desenhei para o atendente a minha dúvida: 

Fabiana: "Só quero saber se vou precisar ou não manobrar o carro do vizinho para sair ou entrar com o meu carro. Ou seja, se as vagas são presas, truncadas.
Atendente: "Não senhora, e maiores informações na Assembléia Geral de Instalação do Condomínio."

Pois é, o atendente finalmente diz que eu não precisaria manobrar o carro de ninguém para tirar o meu. E pretendemos entrar com uma ação, assim que o dinheiro der, para cobrar esse tipo de informação. O problema, é conseguir provar o que a corretora disse na época.

E como funciona no nosso condomínio?

Por aqui, a solução mais barata, foi a troca de chaves entre os vizinhos. Ou seja, já que existem umas 4 vagas livres por torre, fizemos um sorteio, e quem não foi feliz em pegar a vaga livre, precisa deixar a chave extra do carro com o vizinho de vaga. Os condôminos podem negociar com o vizinho, se querem ficar sempre com a vaga da frente, ou de trás. Ou então, rotativo, quem chegar primeiro, para na frente e pronto.

O chato, é que pela Lei de Murphy, sempre que você fizer compras, vai chover ao chegar em casa. E sempre que estiver com pressa, atrasada(o), terá que manobrar o outro carro para tirar o seu. Sem falar, que algumas pessoas se confundem com os alarmes dos carros, e pela falta de costume, acabam disparando sem querer. Isso acaba incomodando os vizinhos que moram virados para o estacionamento, e é uma reclamação recorrente.

Outros problemas que enfrentamos

Acreditem, essas não são as maiores dificuldades, já que a construtora entregou o empreendimento com vagas faltando. E além disso, as que existem, são estreitas e as vezes contam com postes de luz fixos no chão, que diminuem mais ainda o espaço para os carros. 

A grama no meio das vagas, também é um problema. Pois, com o espaço para manobrar reduzido, algumas pessoas passam com os pneus por cima da grama, e em dias de chuva, vira um lamaçal. Temos alguns vazamentos, vagas impossíveis de manobrar, caixa de luz no meio de uma das vagas. E nenhum vizinho pode ter carro grande, porque não cabe.


O aprendizado que tiramos disso, é que nunca devemos acreditar na palavra daquele corretor super experiente. Por que, para vender, eles fazem tudo! Fiquem atenta(o)s!

O post já ficou enorme, depois eu trago para vocês, algumas outras soluções para estes problemas de vaga presa.


Dica: exijam que tudo o que foi vendido à vocês verbalmente, conste em contrato.


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